All you need is love
All you need is love
All you need is love, love
Love is all you need
There's nothing you can make that
can't be made
No one you can save that can't be saved
Nothing you can do, but you can learn how to be you in time
It's easy
(The Beatles - Composição: John Lennon & Paul McCartney)
Falar sobre sacanagem é ótimo e divertido, mas falar sobre o amor, é simplesmente vontade de desabafar.
Porque quem tem amor, tem sexo. Me desculpem mas numa relação, pra mim fica bem claro matematicamente como a coisa funciona:
50% de sexo + 30% de amor + 10% de amizade + 10% de cumplicidade e fidelidade =
100% Relacionamento
Obviamente pra mim o sexo é de vital importância numa relação. Acho que ele é quem diferencia o que sinto por um amigo ou pelos meus pais, por isso ele é o fator chave num relacionamento. Ser amigo é ótimo, mas amigos eu tenho vários, e cá pa nós, se o sexo não for bom, não tende a durar muito. Da mesma forma, se não rolar sentimento e é aí que se encaixa o amor, é melhor ficar com várias pessoas diferentes do que brincar de exclusividade. Sexo sem amor eu tenho com qualquer um, então seria sem sentido ficar só com uma pessoa se com ela rola sexo, amizade, cumplicidade e até fidelidade, mas nenhum sentimento mais especial, como amor...
Eu comentei que estava frustrada no amor e não há nada de novo aí. Decepcção, mágoa e frustração é algo que todos se não passou, vai passar. Acho que faz parte do nosso amadurecimento, aquilo que nos prepará para alguém que realmente vai ser especial, como o qual você vai sentir vontade de ficar ao lado sempre, e provavelmente vai casar. Pode ser meio irreal, mas eu espero que seja assim, porque se não teria de aceitar que toda essa mágoa é em vão.
Eu realmente amei o primeiro. Meu namorado. Acho que ainda devo gostar dele, mas o tempo passa e você pensa cada vez menos nele, outras pessoas se tornam importante e a lembrança dele vai se tornando cada vez mais uma lembrança a algo que lhe dá vontade de chorar (ou matar).
Vou dizer um pouco porque acabou. Fácil pra mim, eu me sinto culpada e admito isso, pra mim fica mais fácil então achar razões o suficiente para explicar o fim. Primeiramente que eu era infantil; meu primeiro namorado, meus primeiros erros. Nunca tive incertezas contanto aos sentimentos dele, que era muito intenso. Mas chegou uma hora em que o "oba, oba da vida", aliado a dúvidas e curiosidades sexuais (ja comentei sobre nosso probleminha), me fizeram não deixar de amá-lo, mas com pouca vontade de estar ao seu lado. Estava o tratando mal, simplesmente por não ter paciência com seus dramas, ceninhas e pedidos de atenção. Terminei por diversas vezes e isso o fizeram muito mal. Estar com alguém que aparentemente te deixa na "corda bamba" e sem certeza do que realmente sente, é difícil. Até que finalmente quem teve e deu a palavra final foi ele, que chegou, com os olhos marejados, dizendo que não dava mais, por que estar comigo estava doendo mais do que ficar sem mim. Fato é que ele é um homem memorável. Desde então, nunca me ligou, me procurou ou teve uma recaída, como mensagem, e-mail etc. Eu ao contrário, entrei no mais profundo desespero. Me vi sozinha e solitária e sabe aquela fase da vida onde tudo de ruim acontece? Pois é, era minha época; bati o carro, meus pais sofreram um acidente, vi que tinha poucos ou nenhum amigo (me isolei com meu namorado) e estava com problemas de saúde, mal no trabalho... enfim, liguei, implorei uma chance, mandei e-mail, poesias, chorei e chorei e chorei, ouvindo músicas, lendo livros e até dormindo. Inicialmente pensei que existia alguém, uma outra pessoa, mas enquanto estávamos juntos nunca percebi nada e isso ficou bem claro com o passar do tempo, nunca existiu um alguém; ele nunca mais teve um relacionamento sério (até o tempo em que eu me importava em saber) e quando um colega em comum o encontráva, era sempre aquela mesma observação: Sozinho. Ele sempre foi meio solitário. Uma amiga (e única) encontrou o irmão dele, que disse (e obviamente foi repassado pra mim): "Ele não sai de casa, temos que empurrar ele ou este fica jogando video-game o dia inteiro". Pra mim de fato estava claro que não era nenhuma outra mulher, era no máximo seu eu-lírico dizendo que eu não o merecia, o que de fato, eu concordava.
Ele foi cruel. Até hoje penso assim, mesmo admitindo ser culpada pelo fim do nosso relacionamento. Mas sei que ele fez o que era necessário, quando percebemos que chegamos na fina e tênue linha entre o amor por alguém e o amor por si próprio, e a escolha dele foi mais que certa.
Não sei nada da vida dele e nem procuro mais saber. Não entro no orkut dele, não pergunto nada dele pra ninguém, não gosto de me auto-multilar. Gostaria apenas que ele me entendesse, entendesse que eu era infantil, que foi com ele que eu errei e que eu aprendi a amar, ser amada e por fim descartada.
Mas com esse relacionamento, prometi algo pra mim: Sempre jogaria limpo com as pessoas, não seria mais infantil e nem perderia tempo com detalhes e minúncias, planejando menos e fazendo mais e assim, realmente me tornaria uma mulher. mais carinhosa, mais amiga, mais sensual, mais companheira, mais amante.
O problema é que não sei mais namorar. Não sei como construir aquilo que tínhamos com uma outra pessoa. E nem sei se tenho paciência. Sabe o simples fato de não ter idéia de como agir? Insegurança... Não sei se fico atrás, não sei se me mostro carinhosa, amiga, amante, um pouco de cada, mas só sei que nunca me sinto boa o suficente. É como se eu nunca fosse ser ou tornar-me aquela à quem uma pessoa desejasse estar ao lado. Percebi que durante esse tempo, do término até aqui, não me faltaram pessoas e sim amor.
Mas uma coisa mais importante foi perceber que preciso de tempo. Tempo pra mim, pra me amar, sem ninguém, me amar sozinha, por mim mesma. E assim quem sabe poderei amar alguém e ter paciência de deixar o tempo agir. Por isso prometo que ficarei sozinha. Vou abrir mão dos meus flertes, dos meus ficantes e viver intensamente a vida da forma que achar melhor, sem chorar nem olhar pra trás.
Para os erros há
perdão;
Para os fracassos, chance;
Para os amores impossíveis, tempo...
Não deixe que a saudade sufoque,
Que a rotina acomode,
Que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e
acredite em você.
Gaste mais horas realizando que sonhando,
fazendo que planejando,
vivendo que esperando
Porque, embora quem quase morre esteja vivo,
quem quase vive já morreu.
~ Fernando Pessoa
OBS: Eu falei que houve um segundo término, mas sobre esse, quem sabe num outro post?
XX
Anna

Comentários