Amor e Sangue  (Sexo) escrito em segunda 21 julho 2008 22:27

Blog de pazamoresacanagem :Paz, Amor e Sacanagem, Amor e Sangue

O título pode lembra-lo de alguma novela mexicana, mas garanto que aqui não há nenhuma mocinha de 50 kl e nem um Luis Fernandes. É só notar que a categoria  é sexo, e vamos perceber do que se trata.

Antes eu achava que amor é algo muito complicado e sexo é algo muito fácil. É praticamente desleal compará-los. Talvez esteja me precipitando ou esteja regredindo, ainda não sei, mas fato é que sexo também pode ser muito complicado.

Comentei anteriormente que levei um fora recentemente. Mas ainda assim permanecemos amigos. Na verdade ele era muito ciumento e possessivo, um tanto quanto neurótico e sabia que não iria dar certo, ele terminou exatamente por não estar agüentando seu próprio neurotismo e eu sabia que era verdade, além é lógico de querer viajar, sair e zuar com os amigos, coisa que ele não sabe conciliar com uma mulher. Gosto de sair com meus amigos, não ter hora, viajar, o que para ele era inadmissível.

Fato é que essa semana tivemos momentos “remember”. Eu esqueci algumas coisas na casa dele e por acaso, não tanto acaso, estava num shopping muito próximo de onde ele mora. Acabei ligando e aproveitando a oportunidade, pedi para me entregar as coisas. Obvio que eu queria vê-lo, ou no mínimo me mostrar (bela e muito bem) sem ele. Estávamos conversando dentro do meu carro, sabe aquela conversa sem assunto,  onde você pergunta “tudo bem?” umas três vezes e fala do tempo? Então... Teve uma hora que de repente ele me beijou, ficamos ali no carro nos beijando e eu meio que recusando, mas não querendo recusar. A química entre nós é muito boa, é o encaixe perfeito, em todos os sentidos. E lá estávamos no apartamento iniciando mais um ritual canabalístico de come come. Ops, tem algum problema aí... eu estava menstruada. Decidida como estava de não transar pelos próximos meses, até querer e gostar realmente de outro alguém, o que poderia se estender por muito mais que alguns meses, não estava tomando meu anticoncepcional e menstruei. Homem é nojento. Ou homem é safado demais, praticamente necessitado. Foi daquele jeito mesmo, uma sujeira só. Eu nem gosto de fazer menstruada, por mais que o tesão seja maior, pois tenho nojo, é uma situação incômoda pra mim, afinal o sangue é meu. Pra ele pouco importa. Obviamente que a lubrificação extra ajuda e facilita, a coisa vai muito mais rápido e obvio, quem anda em alta velocidade não anda no meu ritmo e ele ficou devendo o pedágio. Claro que ele quis compensar e tivemos mais momentos, dessa vez no banheiro, muito mais higiênico e foi bom, sabe, aquela dormência nas pernas... Acho que nosso amor é sexual, estou passando de namorada pra amante e obviamente que essa situação não vai se sustentar por muito tempo. Ou eu, ou ele não vai agüentar. É bom, saímos quando dá vontade, estamos “ficando”,  acho que ele deve ser meu “casual” aquele que eu tenho sexo quando quero, sexo bom, com intimidade. Mas quando chego em casa, me sinto sozinha como sempre sou e essa situação me deixa mal.

Como saber quando é o momento de terminar com alguém? Acho que quando lhe faz mais mal do que bem. Como o tempo que passo ao lado dele é bem menor em relação aos momentos que passo sozinha, tenho que realmente deixá-lo, por mais que o sexo seja maravilhoso e por melhor que nos entendemos. Não posso continuar numa ilusão, se o que quero é me sentir amada e ter uma companhia, sei que não vou conseguir isso com ele, ao menos não por enquanto. Ficar só talvez ao menos me permita uma possibilidade de envolvimento com uma outra pessoa. Porém não sei se é o momento ou se estou meio decepcionada, mas não tenho mais paciência pra começar tudo de novo. Fazer joguinhos, apresentações, criar vínculos, conhecer os gostos...  Se pudesse pular tudo isso seria ótimo.

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Sexy-appeal  (Sexo) escrito em sábado 12 julho 2008 22:10

Blog de pazamoresacanagem :Paz, Amor e Sacanagem, Sexy-appeal

Este vai ser um post de bastante sacanagem. Primeiramente, vou deixar bem claro o "sacanagem" da qual está no título deste blog:


SA-CA-NA-GEM

Acepções
substantivo feminino
1    Uso: informal ou tabuísmo.
Ato, dito ou procedimento próprio de sacana ('devasso', 'espertalhão', 'trocista'); sacanice
3    Regionalismo: Brasil. Uso: informal ou tabuísmo.
Comentário divertido ou perverso que se faz sobre alguém ou algo; troça, gozação, sacanice

(Houaiss)

 

Vamos considerar aqui neste blog "sacanagem" no bom sentido e, óbvio, a "bom" me refiro à sexo. Não sexo fingido, achado ou comprado; sexo desejado, com ou sem amor.  No caso das acepções do dicionário, vamos utilizar o "devasso" como algo mais próximo daquilo que queremos. Devasso é aquele que invade, observa, conhece por completo; investiga. Sexo que é sexo é quase isso, ou mais que isso, é explorar o corpo amado (ou não), investigar fontes de prazer, invadir sem que este pense em revidar. Pois é, sou uma devassa. Ou todos somos (ao menos um pouco).

 

Sexo é algo que acontece naturalmente, nosso corpo, curioso por si só, nos prepara de uma forma a nos fazer procurar por isso. Eu procuro. Vai dizer que você, homem, mulher ou assexual que seja, nunca acordou com uma PUTA vontade de gozar? Pois é, eu nunca acordei com vontade de amar ou ser amada e isso não é uma crítica ao Sr. Amor, até porque se "amor é prosa e sexo é poesia", o melhor autor é quem faz bem os dois, e não sei como existe alguém capaz de fazer poemas, mas péssimo na prosa. Uma coisa leva a outra ou visse e versa.

Comentei que meu primeiro namorado não era lá essas coisas. Fato é que eu o amava, mas por pura inexperiência (de ambos) não soubemos curtir o sexo. Não existem porquês no sexo, só existem respostas. Quero agora, aqui, do jeito que tá, vai, enfia, chupa, come, come, come... gozou? Não, espera um pouquinho, to quase, aaaaaaaaaaaaaaahhhhhh... ta gostoso, vou gozar... GOZA!  Típico diálogo sem sentido, ou nem tanto, que acontece na cama (ou no sofá, nas paredes, no banheiro, no carro)...  É, vale tudo e notamos que temos o tipo narrador (to indo, olha, sente meu pau ta entrando...), o tipo desabafo (safada, vadia, puta), o tipo hiperativo (vira, do outro lado, agora aqui, de quatro)... Para todos os gostos e sabores.

Mulher é fresca, mas garanto por conhecimento de causa, numa amostra espacial bem maior do que a minha única opinião, mulher gosta é de ser mandada. Tapa? Rola, de leve, bem feito...  Oral? Se estiver com a virilha depilada, sem problemas... De quatro? Até elevado ao quadrado! Algumas exalam "assim não, assim não", mas no fundo a curiosidade sempre vence.

Já disse, sou devassa. Provoco, gosto de fazer quando dá vontade, em lugares inusitados, com calcinhas e lingerie sexy, cinta-liga e muito, mas muito rebolado.  É créu, com habilidade e disposição. Cavalgando, mamãe e papai, deitada, sentada, de lado,  de quatro... no escuro, meia luz, ou no claro. Não existe um manual "dê prazer a uma mulher", mas fato é que a mulher sente mais prazer quando é devagar e o homem sempre na batida de ir mais rápido, deixa de olhar aquela a quem estás comendo, contorcendo-se e até melhor, molhada, molhando, molhando e gozando. Por isso o conselho pra quem fosse transar comigo: movimentos inciais devagar e depois amigo, use o ritmo que você quiser. Eu faço gostoso, um oral maravilhoso e cuspo. Vamos lá, digno cuspir e se cair em você, não vai ligar, por este vai ser um momento sem muitas preocupações. Gosto de certas posições, mas sem muito charme, o que der e onde der a gente faz.

Não importa muito como tú comes, o que importa é que haja uma sintonia entre ambos e uma grande vontade, de ter e dar prazer. Egoísmo no sexo não vale, charme cansa e vontade passa, por isso não deixo e nem deixe que passe!

 

 

XX

Anna

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Love is all you need  (Amor) escrito em sexta 11 julho 2008 14:35

Blog de pazamoresacanagem :Paz, Amor e Sacanagem, Love is all you need

 

All you need is love
All you need is love
All you need is love, love
Love is all you need


There's nothing you can make that can't be made
No one you can save that can't be saved
Nothing you can do, but you can learn how to be you in time
It's easy

 

(The Beatles - Composição: John Lennon & Paul McCartney)

 

 

Falar sobre sacanagem é ótimo e divertido, mas falar sobre o amor, é simplesmente vontade de desabafar.

Porque quem tem amor, tem sexo. Me desculpem mas numa relação, pra mim fica bem claro matematicamente como a coisa funciona:

 

50% de sexo + 30% de amor + 10% de amizade + 10% de cumplicidade e fidelidade =

100% Relacionamento

 

Obviamente pra mim o sexo é de vital importância numa relação. Acho que ele é  quem diferencia o que sinto por um amigo ou pelos meus pais, por isso ele é o fator chave num relacionamento. Ser amigo é ótimo, mas amigos eu tenho vários, e cá pa nós, se o sexo não for bom, não tende a durar muito. Da mesma forma, se não rolar sentimento e é aí que se encaixa o amor, é melhor ficar com várias pessoas diferentes do que brincar de exclusividade. Sexo sem amor eu tenho com qualquer um, então seria sem sentido ficar só com uma pessoa se com ela rola sexo, amizade, cumplicidade e até fidelidade, mas nenhum sentimento mais especial, como amor...

Eu comentei que estava frustrada no amor e não há nada de novo aí. Decepcção, mágoa e frustração é algo que todos se não passou, vai passar. Acho que faz parte do nosso amadurecimento, aquilo que nos prepará para alguém que realmente vai ser especial, como o qual você vai sentir vontade de ficar ao lado sempre, e provavelmente vai casar. Pode ser meio irreal, mas eu espero que seja assim, porque se não teria de aceitar que toda essa mágoa é em vão.

Eu realmente amei o primeiro. Meu namorado. Acho que ainda devo gostar dele, mas o tempo passa e você pensa cada vez menos nele, outras pessoas se tornam importante e a lembrança dele vai se tornando cada vez mais uma lembrança a algo que lhe dá vontade de chorar (ou matar).

Vou dizer um pouco porque acabou. Fácil pra mim, eu me sinto culpada e admito isso, pra mim fica mais fácil então achar razões o suficiente para explicar o fim. Primeiramente que eu era infantil; meu primeiro namorado, meus primeiros erros. Nunca tive incertezas contanto aos sentimentos dele, que era muito intenso. Mas chegou uma hora em que o "oba, oba da vida", aliado a dúvidas  e curiosidades sexuais (ja comentei sobre nosso probleminha), me fizeram não deixar de amá-lo, mas com pouca vontade de estar ao seu lado. Estava o tratando mal, simplesmente por não ter paciência com seus dramas, ceninhas e pedidos de atenção. Terminei por diversas vezes e isso o fizeram muito mal. Estar com alguém que aparentemente te deixa na "corda bamba" e sem certeza do que realmente sente, é difícil. Até que finalmente quem teve e deu a palavra final foi ele, que chegou, com os olhos marejados, dizendo que não dava mais, por que estar comigo estava doendo mais do que ficar sem mim. Fato é que ele é um homem memorável. Desde então, nunca me ligou, me procurou ou teve uma recaída, como mensagem, e-mail etc. Eu ao contrário, entrei no mais profundo desespero. Me vi sozinha e solitária  e sabe aquela fase da vida onde tudo de ruim acontece? Pois é, era minha época; bati o carro, meus pais sofreram um acidente, vi que tinha poucos ou nenhum amigo (me isolei com meu namorado) e estava com problemas de saúde, mal no trabalho... enfim, liguei, implorei uma chance, mandei e-mail, poesias, chorei e chorei e chorei, ouvindo músicas, lendo livros e até dormindo. Inicialmente pensei que existia alguém, uma outra pessoa, mas enquanto estávamos juntos nunca percebi nada e isso ficou bem claro com o passar do tempo, nunca existiu um alguém; ele nunca mais teve um relacionamento sério (até o tempo em que eu me importava em saber) e quando um colega em comum o encontráva, era sempre aquela mesma observação: Sozinho. Ele sempre foi meio solitário. Uma amiga (e única) encontrou o irmão dele, que disse (e obviamente foi repassado pra mim): "Ele não sai de casa, temos que empurrar ele ou este fica jogando video-game o dia inteiro". Pra mim de fato estava claro que não era nenhuma outra mulher, era no máximo seu eu-lírico dizendo que eu não o merecia, o que de fato, eu concordava.

 

Ele foi cruel. Até hoje penso assim, mesmo admitindo ser culpada pelo fim do nosso relacionamento. Mas sei que ele fez o que era necessário, quando percebemos que chegamos na fina e tênue linha entre o amor por alguém e o amor por si próprio, e a escolha dele foi mais que certa.

Não sei nada da vida dele e nem procuro mais saber. Não entro no orkut dele, não pergunto nada dele pra ninguém, não gosto de me auto-multilar. Gostaria apenas que ele me entendesse, entendesse que eu era infantil, que foi com ele que eu errei e que eu aprendi a amar, ser amada e por fim descartada.

Mas com esse relacionamento, prometi algo pra mim: Sempre jogaria limpo com as pessoas, não seria mais infantil e nem perderia tempo com detalhes e minúncias, planejando menos e fazendo mais e assim, realmente me tornaria uma mulher. mais carinhosa, mais amiga, mais sensual, mais companheira, mais amante.

 

O problema é que não sei mais namorar. Não sei como construir aquilo que tínhamos com uma outra pessoa. E nem sei se tenho paciência. Sabe o simples fato de não ter idéia de como agir? Insegurança... Não sei se fico atrás, não sei se me mostro carinhosa, amiga, amante, um pouco de cada, mas só sei que nunca me sinto boa o suficente. É como se eu nunca fosse ser ou tornar-me aquela à quem uma pessoa desejasse estar ao lado. Percebi que durante esse tempo, do término até aqui, não me faltaram pessoas e sim amor.

 

Mas uma coisa mais importante foi perceber que preciso de tempo. Tempo pra mim, pra me amar, sem ninguém, me amar sozinha, por mim mesma. E assim quem sabe poderei amar alguém e ter paciência de deixar o tempo agir. Por isso prometo que ficarei sozinha. Vou abrir mão dos meus flertes, dos meus ficantes e viver intensamente a vida da forma que achar melhor, sem chorar nem olhar pra trás.

 

 

 


Para os erros há perdão;
Para os fracassos, chance;
Para os amores impossíveis, tempo...

Não deixe que a saudade sufoque,
Que a rotina acomode,
Que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e
acredite em você.

Gaste mais horas realizando que sonhando,
fazendo que planejando,
vivendo que esperando
Porque, embora quem quase morre esteja vivo,
quem quase vive já morreu.

 

~ Fernando Pessoa

 

 

OBS: Eu falei que houve um segundo término, mas sobre esse, quem sabe num outro post?

 

XX

Anna

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